Com índices de violência no patamar de países africanos, Brasil terá uma campanha eleitoral se defrontando com esta dura realidade;

As pesquisas que medem a percepção do brasileiro, quanto aos mais graves problemas na atualidade destacam-se a falta de empregos e oportunidades, a saúde pública e a violência urbana.

No mapa da violência, as prisões em flagrante no Rio de Janeiro têm ocorrido antes por crimes contra o patrimônio, como roubo (34%), furto (26%) e receptação (4%), que somam 64% do total de flagrantes, do que por tráfico de drogas (22%).

O Brasil está entre os 10% de países com maiores taxas de homicídio do mundo – apesar de ter uma população equivalente a 3% da população mundial, o país concentra cerca de 14% dos homicídios do mundo.

As taxas de homicídio brasileiras são semelhantes às de Ruanda, República Dominicana, África do Sul e República Democrática do Congo.

Estima-se que, para cada homicídio de jovens de 13 a 25 anos, o valor presente da perda da capacidade produtiva é de cerca de 550 mil reais. A perda cumulativa de capacidade produtiva decorrente de homicídios, entre 1996 e 2015, superou os R$450 bilhões.

Os custos econômicos da criminalidade cresceram de forma substancial entre 1996 e 2015, de cerca de 113 bilhões de reais para 285 bilhões de reais. Isso equivale a um incremento real médio de cerca de 4,5% ao ano. Em 2015, os componentes, em ordem de relevância eram: segurança pública (1,35% do PIB); segurança privada (0,94% do PIB); seguros e perdas materiais (0,8% do PIB); custos judiciais (0,58% do PIB); perda de capacidade produtiva (0,40% do PIB); encarceramento (0,26% do PIB); e custos dos serviços médicos e terapêuticos (0,05% do PIB), alcançando um total de 4,38% da renda nacional.

Passada a Copa do Mundo de futebol começa a campanha eleitoral e esse tema estará na ordem do dia.

 

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