Fiscais do Tribunal Regional Eleitoral inspecionaram minha sala na Universidade Estadual do Norte Fluminense. Vão agora nas igrejas e templos?

Embora esteja neste momento realizando atividades voluntárias de pesquisa na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, fui informado que nesta manhã (19) a sala que ocupo na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) foi gentilmente “visitada” por fiscais da justiça eleitoral. Aparentemente os fiscais foram lá à procura de material de campanha relacionado ao segundo turno da corrida eleitoral para governador e presidente.

Quem lá estava ofereceu completo acesso aos inspetores que lá fizeram seu trabalho de apuração e nada encontraram, mesmo porque não havia nada mesmo a ser encontrado. É que apesar de estar longe de ser uma pessoa apolítica, o meu local de trabalho nunca foi e nunca será usado para campanhas partidárias. Aliás, bastaria perguntar a quem me conhece que isto já ficaria claro, e tempo e dinheiro público não teriam sido gastos por minha causa.

É que a par de não estar filiado a nenhum partido político, a ação que desenvolvo enquanto pesquisador tem estado sempre acima das disputas políticas no campo partidário, bem como o laboratório onde realizo minhas pesquisas.

Excelente seria se, por exemplo, pastores e padres estivessem tendo o mesmo comportamento que venho praticando há mais de duas décadas enquanto professor universitário.  Mas não são essas as notícias que venho recebendo de forma persistente, com notícias de pastores e padres que não apenas estão fazendo campanha, mas que também estão perseguindo membros de suas congregações que não estão alinhados com a defesa de um certo candidato que foi recentemente flagrado se beneficiando de uma rede ilegal de financiamento de distribuição massiva de “fake news” via o aplicativo Whastapp.

Mas tenho absoluta certeza que depois das “visitas” feitas nos campi da UFF, do IFF e agora da Uenf, a próxima parada desses fiscais serão os templos e igrejas onde pastores e padres estão fazendo campanha política em vez de pregar a palavra que dizem seguir. Além de realizar a cobrança regular do dízimo; fato que foi já, inclusive, debatido no TRE/RJ como sendo abuso do poder religioso. A ver!

 

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