Ministro que se orgulha de ganhar R$ 40 mil de Paulo Henrique Amorim é enxovalhado nas ruas e nas redes sociais; é o STF na lata do lixo;

O ministro do STF Gilmar Mendes tem todos os motivos do mundo para ter medo das ruas. A mesma motivação o faz processar jornalistas, como fez com Paulo Henrique Amorim, de quem se orgulha de ganhar R$ 40 mil a titulo de indenização.

Diante das decisões polêmicas, aparentemente favorecendo amigos e punindo adversários, a opinião pública tem Gilmar como o “satã” do judiciário brasileiro, por mais que algumas decisões controvertidas estejam fundamentadas no direito. A questão no Supremo é que o direito prevalece para os amigos da Corte. Para os inimigos prevalece o direito achado na rua, preferencialmente na lixeira das paneleiras. Isso, talvez, explique a prescrição de  alguns processos e a celeridade de outros.

A culpa da demonização de Gilmar é o próprio Gilmar. A vaidade exacerbada o tirou da discrição que deve pautar a conduta de um magistrado e o jogou nos braços de uma mídia que engorda autoridades que se alimentam no banquete do 7º pecado capital e depois devora. A mídia ainda adula Gilmar, mas a rua não perdoa.

A judicialização contra a torrente de opinião contrária só agrava a repulsa. Ainda que ameace, prenda e arrebente os críticos como um autêntico coronel, o ministro não escapará das vaias, sejam nas ruas ou nas redes sociais. Sua página no twitter está repleta de reações agressivas dos internautas às suas postagens. O mesmo se dará em viagens de avião ou visitas ao exterior. É um sinal de que onde houver brasileiro haverá reações, algumas imprevisíveis. É o ônus de ser Gilmar no país que está chegando às portas dos tribunais para debelar as mordomias dos marajás de toga.  É chegada a hora, porque a justiça brasileira atingiu o fundo do poço.

 

Comentários

comentários