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No  mundo multipolar, sob os efeitos deletérios do capital especulativo e da concentração de poder, o Brasil precisa estabelecer um novo pacto;

Desde o início do século 21, o mundo vem se tornando cada vez mais multipolar. Com a ascensão da China, o fortalecimento da Rússia, o crescimento acelerado da Índia, novos polos de influência vão se consolidando. Até recentemente, o Brasil também vinha se constituindo em novo polo de poder. Mas a grave crise política recente interrompeu essa trajetória. Então, como resgatar o brilho de outrora…

Talvez com o bom e histórico nacionalismo praticado por Vargas, mas adaptado ao tempo presente de nova revolução tecnológica; associado a um projeto de longo prazo. Isso parece tarefa básica para a Nação brasileira neste 2018. Observa-se tanto na Europa, quanto nos EUA os efeitos deletérios da globalização liderada pelas finanças e pelo capital especulativo, cujo resultado concreto é a exclusão. Isso gera, tanto aqui, quanto lá fora um sentimento de revolta no cidadão mediano. A redução de empregos deu lugar à tentativa de garantir demanda agregada mediante a elevação do endividamento familiar.

O principal desafio do desenvolvimento brasileiro é de natureza política. A sociedade e o Estado brasileiros são o que são por causa da enorme concentração de poder político em um número muito reduzido de indivíduos que têm capacidade de mando e influência, por sua força econômica e política, de organizar a sociedade e o Estado em benefício próprio.

Segundo dados da ONU, a sonegação fiscal e os desvios retiram recursos do fundo público que poderiam triplicar os investimentos em saúde, educação e habitação. Somando-se a isso, os encargos da dívida interna, esse valor fica ainda maior.

Um novo pacto se impõe, talvez através de uma Constituinte, que redefina os termos da Constituição de 1988 e destrave o crescimento da produção, em moldes capitalistas modernos, no modo tripartite entre Estado, capital nacional e estrangeiro, mas traga para a sala de decisões o segmento dos trabalhadores – o verdadeiro segmento que cria a riqueza real que constrói a oitava economia do mundo.


 

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