Brasil acentua a venda de ativos estratégicos para potências estrangeiras, seguindo o rito iniciado no governo Collor; Leia mais:

Os versos do genial Raul Seixas se encaixam como uma luva nos tempos atuais. Dizia o autor que, “a solução pro nosso povo eu vou dar. Negócio bom assim ninguém nunca viu. Está tudo pronto aqui é só vir e pegar. A solução é alugar o Brasil! Nós não vamos pagar nada. É tudo free e vamos embora. Dar lugar pros gringo entrar”. Simples assim.

O quadro que encaramos hoje é de venda total de ativos estratégicos brasileiros, destacando-se petróleo, minério de ferro e biodiversidade. Isso, nem mesmo, começou agora, mas vem desde Collor e ganhou contornos mais bem definidos com FHC. Não foi revertido por Lula, mas foi aprofundado por Temer e será consolidado pelo atual governo.

Uma verdadeira nuvem de gafanhotos invade a “terra brasilis”, em busca do ouro pagando preços módicos. O resultado tende a ser devastação ambiental, baixo crescimento e estagnação do emprego e da renda das classes subalternas.

Serão tempos de estabilização macroeconômica para reduzir a volatilidade dos preços e permitir ao empresariado maior poder de previsibilidade, de longo prazo, em seus negócios. Além de controlar as contas públicas reduzindo drasticamente o gasto social do orçamento federal.

O resultado concreto é a aprofundamento da mercantilização da vida do cidadão comum. Sai o Estado e entra o mercado, como sinalizador das distorções na alocação de recursos na economia. Aumenta a concorrência e a competição valendo a lei dos mais fortes e capazes nas regras do jogo. A hipótese básica é que este modelo gera mais produtividade e melhor distribuição de renda. Será¿¿¿

Abordando o sistema financeiro e suas contradições, no documentário “Dedo na Ferida”, o cineasta Silvio Tendler faz um questionamento a respeito de um dos principais discursos das autoridades financeiras: de que não podemos gastar mais do que arrecadamos. Através de diversas entrevistas, ele compõe um panorama de como o capital pode influenciar a política, os governos e a vida cotidiana de qualquer pessoa.

Hoje, os indivíduos pouco rentáveis são deixados à própria sorte. O modelo vigente não precisa de armas para matar os excluídos. Através de suas políticas ultra liberais limitam a qualidade de vida da maioria. Estes não terão acesso ao mínimo de alimentos, saúde habitação para mantê-los ativos.

São formas de violência discreta que aceleram a sua morte tirando-lhes o “privilégio” de sobreviver.  Politicamente, os marginalizados são uma ameaça. Estes corpos ressonantes atuam como alto-falantes que mostram todas as injustiças do modelo pretendido. E isso, no resto da sociedade, tende a trazer de volta a repolitização, uma empatia radical que pode se transformar em revolta. Portanto…

 

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