Forças Armadas da Venezuela organizam manobras militares e demonstram pouca disposição de tolerar violação da soberania do país; Leia mais:

Depois de promover um banho de sangue na Síria e perder a guerra para o Talebã no Afeganistão, o governo dos EUA agora joga suas fichas contra o governo de Nicolás Maduro na Venezuela.

A manobra passa pelo isolamento do país por meio de um bloqueio econômico, apropriação de reservas em ouro depositadas em instituições externas e o fortalecimento da oposição interna. O objetivo final é um golpe para a destituição de Maduro.

Mas a empreitada tem tudo para fracassar. As Forças Armadas da Venezuela não aceitam a interferência externa e tem demonstrado lealdade ao governo Maduro e a Constituição, assim como o poder judiciário.

O único sinal de ruptura está no Congresso, atualmente dominado por um fantoche que se autoproclamou presidente da República.

Mas o leão venezuelano ruge. Entre os dia 10 e 15 de fevereiro, as Forças Armadas do país estarão realizando manobras. Nos últimos dias, Maduro visitou bases militares e deixou-se filmar participando de exercícios com o exército.

Há um descasamento entre a realidade interna e o que a mídia mundial  notícia. O governo Maduro ainda tem um forte poder de mobilização popular e as Forças Armadas estão alinhadas contra a interferência dos EUA .

Existe uma oposição, mas trata-se de um núcleo com poucas chances de reverter a conjuntura interna sem apoio dos EUA.

Essa briga, mais uma vez, é por dinheiro. A Venezuela detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Alinhou-se ao governo da Rússia e da China. É literalmente um ponto fora da curva para os interesses dos EUA na América Latina.

Constata-se, portanto, que tomar o petróleo dos venezuelanos não será tão fácil quanto foi tomar as reservas do pré-sal no Brasil.  

Deputado Juan Guaidó
Parlamentar se autoproclamou presidente da Venezuela | Foto: Twitter

Desgastado em seu país, Donald Trump precisa de uma vitória externa. Na Venezuela ele corre contra o tempo. Conta com os serviços do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, o líder inventado que se declarou presidente interino do país, ganhando reconhecimento de países alinhados a Casa Branca. Mas já cortejou a Rússia e levou um passa fora. 

 

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