Líder da oposição venezuelana que tenta golpe alinhado com EUA está proibido de deixar o país; Leia mais:

A Procuradoria-Geral da Venezuela abriu uma investigação contra o chefe do parlamento e líder da oposição, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente da República e iniciou uma campanha, juntamente com os EUA, para apropriação do dinheiro do país no exterior.

Os Estados Unidos se nega a pagar US$ 7 bilhões (R$ 26 bilhões) que são devidos a Venezuela pela compra de Petróleo. Já o Banco da Inglaterra se nega a devolver US$ 1,2 bilhão em barra de ouro que pertence ao governo venezuelano. O país também enfrenta um intenso bloqueio econômico, o que vem causando desabastecimento e punindo população. 

A investigação contra Guiadó foi comunicada pelo Procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) nesta terça-feira (29) e se baseia nos episódios violentos ocorridos durante uma manifestação.

“Viemos para entregar um documento em função de uma investigação preliminar do Ministério Público contra o cidadão Juan Guaidó, em relação aos eventos violentos, ocorridos na Venezuela desde 23 de janeiro”, disse Saab à imprensa na sede do STJ,  segundo informa reportagem da Sputnik.

Além disso, a medida proíbe a saída de Guaidó do país, alienou seus imóveis e congelou suas contas bancárias. A crise política desestabiliza o governo de Nicolás Maduro. Ela se agravou no dia 23 de janeiro, depois que Juan Guaidó foi empossado pela oposição como “presidente encarregado” do país.

O presidente Nicolás Maduro, que assumiu o segundo mandato em 10 de janeiro, descreveu a declaração como uma tentativa de golpe e culpou os EUA. Parte dos países latino-americanos (entre eles o Brasil e a Argentina) alinhados com os EUA, expressaram seu apoio a Guaidó.

México e Uruguai, no entanto, se abstiveram, propondo atuar como mediadores para encontrar uma solução política para a crise. Já a Rússia, China, Irã e Turquia, reafirmaram seu apoio ao atual governo venezuelano.

 

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