Sinais mais fortes de crise global: valor dos títulos do tesouro norte-americano de curto prazo começam a superar os papéis de longo prazo;

A economia dos EUA enfrenta uma reversão na curva de juros, situação que o mercado encara como sinal de furuta recessão econômica.

Em várias reportagens, as editorias Internacional e de Economia do Portal VIU! têm apontado para os riscos de uma crise econômica global pior do que a de 2008.

A tempestade, segundo as reportagens, estariam se formando para alvorecer entre 2019 e 2020. O analista financeiro Ian Lingen é ainda mais contundente: ele acredita que a recessão possa chegar ainda antes do final deste ano ou no início de 2019.

ENTENDA A DINÂMICA DOS JUROS

Os riscos se traduzem por meio de números. Pela primeira vez desde 2007, o rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano com vencimento em dois e três anos superou o custo dos títulos públicos de cinco anos.

Já os rendimentos dos títulos de dez anos superaram os rendimentos dos títulos de dois anos em apenas 14 pontos básicos, a menor diferença nos últimos 12 meses, segundo a agência Reuters.

Isso demonstra que o rendimento dos valores de prazo mais curtos estão superando as taxas dos rendimentos de títulos com vencimentos mais longos.

O histórico não é bom. A reversão na curva de juros para rendimentos dos títulos de dez e dois anos precedeu nove recessões dos EUA desde 1955.

“Os investidores estão atentos a esse evento, porque tal situação no mercado de dívida poderia preceder uma nova recessão econômica”, informou o portal russo RBC com base na análise de um gráfico elaborado pela agência Bloomberg.

ENTENDA A DIFERENÇA DE RENDIMENTOS DOS TÍTULOS

Na cotação da última segunda-feira (3), pela primeira vez desde junho de 2007, a diferença entre os rendimentos dos títulos norte-americanos de cinco e dois anos tornou-se negativa. O mesmo aconteceu com a diferença entre os títulos com prazo de vencimento de cinco e três anos.

No ambiente normal, os títulos de prazo mais longos têm rendimentos superiores ao de prazo mais curtos, porque a margem de riscos para o investidor nesses casos é maior. É o que o mercado convencionou chamar de “prêmio de risco”.

A reversão na curva de juros pode se acentuar, caso os detentores de títulos de curto prazo comecem a vender esses papéis em uma velocidade que supere os investidores de longo prazo. Esse comportamento pode ser deflagrado diante dos temores de que o Federal Reserve Bank (Fed, banco central dos EUA) eleve excessivamente as taxas de juros.

Desde 2015, o Fed já elevou a taxa básica de juros oito vezes e espera-se mais um aumento para este mês de dezembro.

*Agência VIU!

 

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