Em relatório da agência Moody’s, analistas destacam que redução tributária e endividamento programaram uma bomba em Wall Street; Leia mais:

O pacote de redução de impostos adotado pelo presidente Donald Trump e a desaceleração da economia são fatores que sinalizam tempos cinzentos para a economia dos EUA na próxima década. O alerta está no relatório da Moody’s Investores Service, uma das maiores agências de classificação de risco de crédito do mundo, citado em reportagem da Sputnik News.

Em várias reportagens, o Portal VIU! também tem alertado para um ambiente pré-crise financeira nos EUA, o que poderá desencadear uma nova recessão global, com potencial mais destrutivo do que a crise de 2008. Países como a China, Rússia, Índia e Turquia adotam medidas que demonstram precaução. Esses países estão se livrando de reservas em dólares e comprando ouro.

Em seu relatório, a Moody’s destaca que a economia dos EUA cresceu 4,2% no segundo trimestre de 2018, o que é considerado “o melhor resultado desde 2014”. Mas agora, a expectativa é de que o crescimento caia para 2,9% nos restantes trimestres deste ano e, posteriormente, para 0,9%, segundo informa o portal Yahoo! Finance.

ENTENDA OS EFEITOS DA REDUÇÃO DE IMPOSTOS E DO ENDIVIDAMENTO

A economia norte-americana é refém de um um endividamento crescente. No ano passado, o déficit orçamentário foi de 3,5% Produto Interno Bruto (PIB). Neste o déficit aumentou para 3,8%, o que corresponde a um aumento de US$ 779 bilhões Até 2028, segundo a agência, o déficit deverá crescer até 8%.

O programa de redução do imposto de renda para empresas (IRC) provocou uma quede arrecadação do nível de 35% para 20%. “Com isso, as receitas fiscais provenientes do setor empresarial caíram em 31%”.

“O crescimento permanente do déficit orçamentário levará a uma situação que a dívida federal e o fardo dos juros atingirão níveis recordes históricos, o que acabará exercendo pressão sobre a classificação do crédito soberano do país”, explica o relatório da agência Moody’s

O banco de investimentos Goldman Sachs também faz uma projeção pessimista para curto prazo. Recentemente, os analistas da instituição financeira avaliaram que “as consequências do colapso de outono da bolsa de valores serão sentidas na economia americana já no início do ano que vem, o que devorará até 0,75% do PIB”.

*Agência VIU!

 

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