Estudo demonstra que aumento nas taxas de juros, dívidas externas e envelhecimento da população são fatores de risco; Leia mais:

Berlim – A desaceleração econômica global é o maior risco para uma nova crise da dívida, segundo estudo “Dívida Soberana”, publicado pelo banco privado Berenberg e pelo Instituto de Economia Internacional de Hamburgo (HWWI, na sigla em inglês), na Alemanha.

Entre os fatores de risco que podem levar a uma nova crise da dívida, o estudo também lista o aumento das taxas de juros, dívidas externas e o envelhecimento da população em muitos países ocidentais.

A “montanha da dívida” na maioria dos países permaneceria alta apesar da boa situação econômica dos últimos anos, de acordo com o estudo. No entanto, não haverá nova crise global da dívida “se o mundo tiver mais um ou dois anos de bom crescimento econômico”, disse Joern Quitzau, especialista em macroeconomia do Banco Berenberg.

A Alemanha é um dos poucos países que alcançaram uma “real reviravolta”. A dívida do país caiu de 66,8% do produto interno bruto (PIB) em 2008, para cerca de 60% em 2018.

Muitos outros países da zona do euro estavam enfrentando uma “situação completamente diferente”. No geral, a dívida soberana na zona do euro aumentou 14,5 pontos percentuais, para pouco menos de 85% do PIB, no período de 2008 a 2018.

O gerenciamento da dívida estava saindo ligeiramente do foco nos últimos anos devido ao forte desempenho da economia global, isso não significa que o problema tivesse sido resolvido, alertou o estudo.

“A Itália pode ser o primeiro país a enfrentar sérias dificuldades na próxima recessão, a menos que o governo se afaste de seus planos de política econômica”, resumiu Quitzau. O relação da dívida da Itália situou-se em mais de 130% do PIB em 2017.

*Com agência Xinhua

 

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