Conheça a história de Carlos Ghosn, o homem que ganhava mais de US$ 8 milhões para comandar a montadora de automóveis japonesa e foi preso por sonegação;

Foto: Thibault Camus/AP Photo

A montadora japonesa de automóveis Nissan demitiu nesta quinta-feira (22) o executivo franco-brasileiro, Carlos Ghosn. Ele continua preso no Japão acusado de sonegação de impostos.

A demissão, segundo informações da Agência Brasil, foi aprovada por unanimidade pelo conselho da montadora.

O assessor da Nissan, Greg Kelly, que também está no Japão por envolvimento nas irregularidades do ex-chefe, teve a demissão aprovada na mesma reunião do conselho. A decisão, no entanto, será considerada formal, quando todos os acionistas da empresa votarem.

Carlos Ghosn está detido sob custódia, em Tóquio, desde o dia 19. Ele deve permanecer por pelo menos mais dez dias nesta situação.

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Segundo os promotores de Justiça, Ghosn é acusado de não declarar mais de 5 bilhões de ienes (o equivalente a R$ 167,4 milhões) de seu pagamento como presidente da montadora. As fraudes fiscais teriam ocorrido entre 2010 e 2015, revelou a promotoria japonesa.

Ghosn liderou a montadora por cerca de 20 anos e supervisionou a aliança da Nissan com a montadora francesa Renault e a japonesa Mitsubishi Motors.

DINHEIRO DA EMPRESA PARA USO PESSOAL

A montadora Nissan Motors também informou que o executivo usou dinheiro da empresa para uso pessoal e cometeu outros atos graves de má conduta.

A Nissan destacou que, com base em um relatório sobre a denúncias, estava investigando possíveis práticas impróprias por Ghosn e pelo diretor-representante Greg Kelly por vários meses, e que estava cooperando totalmente com os investigadores.

“A investigação mostrou que, durante muitos anos, tanto Ghosn quanto Kelly relataram valores de compensação no relatório de valores mobiliários da Tokyo Stock Exchange que eram menores do que a quantia real, para reduzir a quantia divulgada da compensação de Carlos Ghosn”, declarou a Nissan em um comunicado.

Nem Ghosn nem Kelly puderam ser contatados para comentar o caso.

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Nascido no Brasil, descendente de libaneses e cidadão francês, Ghosn iniciou sua carreira na Michelin na França, seguindo para a Renault. Ele se juntou à Nissan em 1999, depois que a Renault comprou uma participação controladora e se tornou CEO em 2001. Ghosn permaneceu nesse posto até o ano passado.

Em junho, os acionistas da Renault aprovaram a remuneração de Ghosn de 7,4 milhões de euros (US$ 8,45 milhões) para 2017. Além disso, ele recebeu 9,2 milhões de euros em seu último ano como executivo-chefe da Nissan.

*Sputnik News

 

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