EUA seguem com aumento na taxa de juros; cotação do petróleo e outras commodities em queda;

Uma leitura no site do The New York Times e nos principais jornais dos EUA é o suficiente para constatar que a economia mundial teve uma segunda-feira (5) nervosa. As ações em Wall Street caíram, a cotação das commodities (petróleo, minério de ferro e soja) seguiram na mesma toada. Os mercados emergentes estão literalmente sobressaltados.

O mundo neste início de semana observa com atenção redobrada as mudanças no Federal Reserve Banks (FED), o Banco Central norte-americano. Janet L. Yellen deixou o comando e o seu sucessor, Jerome H. Powell, enfrentará diferentes desafios, mas chega diante de uma alta de juros em marcha.

Taxa de juros dos EUA mais elevada significa migração do capital especulativo e, consequentemente, esvaziamento de dinheiro flutuante nos mercados emergentes. Serão também menos recursos no setor produtivo e maior concentração de dinheiro no rentismo.

As taxas de juros que são estabelecidas todos os dias nos mercados de títulos globais já estão saltando mais alto, em antecipação aos aumentos das taxas do FED no final do ano. Na sexta-feira (3), o rendimento da nota do Tesouro aumentou para mais de 2,8%, o maior nível desde o início de 2014.

As taxas crescentes têm inúmeras consequências também para o cidadão norte-americano, porque torna mais caro para empresas e indivíduos obter empréstimo, seja para comprar uma casa ou um carro. A taxa média de hipoteca fixa de 30 anos é de cerca de 4,2%. Até o final do ano passado era menos de 4%.

O setor de energia foi especialmente atingido, com as ações das gigantes da energia ExxonMobil caindo 5,1% e a Chevron caindo 5,6%. Aqui pelas bandas do Estado do Rio de Janeiro, a conjuntura mundial tem implicações preocupantes, principalmente para as cidades produtoras de petróleo. Estamos diante de uma retração na cotação de nossas matérias primas, no caso, petróleo. Sinais de menos dinheiro nos cofres dos municípios petrorrentistas, o que inevitavelmente obrigará os prefeitos a continuarem adotando medidas de austeridades e buscando fontes de custeio com aumento da carga tributária.

 

Comentários

comentários