Governo chinês pretende substituir importação de soja dos EUA; país vai buscar produção brasileira e de outros mercados; Leia e saiba mais:

Foto: Pedro Revellion/Palácio Piratini

A China substituirá quase completamente suas importações de soja dos EUA pela do Brasil e de outras partes do mundo na próxima temporada agrícola, mas poderá ficar sem suprimentos até o início de 2019, informou nesta terça-feira (4) um executivo de uma grande empresa de processamento chinesa, em entrevista a agência Reuters.

Esta é uma das estimativas mais radicais até agora sobre o impacto para o mercado da soja da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

O maior comprador de soja do mundo adquire cerca de 60 por cento das exportações de oleaginosas dos EUA, mas está quase fora do mercado desde que Pequim impôs uma tarifa de 25 por cento sobre os importados dos EUA em 6 de junho, em retaliação pelos impostos aplicados por Washington aos seus produtos.

As importações chinesas de soja dos EUA entrarão em colapso na temporada 2018/2019, que começa neste mês com apenas 700 mil toneladas, disse Guo Yanchao, vice-presidente da empresa de moagem Jiusan Group.

A dimensão do problema fica clara quando o número é comparado com os 27,85 milhões de toneladas de soja importados dos EUA no mesmo ciclo anterior.

No total, as importações chinesas de soja no ano cairão para 84,67 milhões de toneladas, uma queda de 10,79 milhões de toneladas sobre os volumes comprados no ano passado, disse Guo em uma conferência do setor.

Essa nova cifra já incluiria 71,06 milhões de toneladas de soja brasileira e 7,5 milhões de toneladas de soja argentina. O resto viria do Canadá, Rússia e outras nações, disse ele.

Os comentários de Guo são similares aos de um outro executivo de uma grande empresa chinesa de processamento, que na semana passada disse à Reuters que as importações chinesas de soja podem cair para 86 milhões de toneladas.

 

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