Em ano de eleição presidencial, 3ª economia da América Latina terá que aumentar carga tributária e reduzir gastos com programas sociais; Leia mais:

A economia da Argentina tocará um piso nos primeiros três meses do próximo ano e começará a se recuperar no segundo trimestre, disse uma autoridade do Fundo Monetário Internacional (FMI) no sábado (10), segundo informa a agência Reuters.

No mês passado, o Fundo elevou o tamanho de seu acordo de financiamento “standby” com o país para US$ 56,3 bilhões, depois de negociar medidas fiscais mais duras que já prejudicam a popularidade do presidente Mauricio Macri, no ano que antecede sua candidatura à reeleição em 2019.

“O piso da recessão será atingido no primeiro trimestre de 2019, e no segundo trimestre vamos ver uma recuperação”, disse o chefe da missão do FMI para a Argentina, Roberto Cardarelli, à imprensa em Buenos Aires.

GOVERNO TERÁ QUE CORTAR GASTOS, SACRIFICAR PROGRAMAS SOCIAIS E ELEVAR IMPOSTOS

O novo acordo do FMI conclama o governo Macri a aprofundar os cortes de gastos e elevar os impostos para que o déficit fiscal primário, projetado em 2,7 % do Produto Interno Bruto em 2018, chegue a zero no próximo ano.

Reduzir o déficit durante um ano de eleição presidencial é quase inédito na Argentina, onde vastas camadas da população passaram a depender de programas e subsídios que ajudaram o país a se recuperar de uma crise econômica que jogou milhões de argentinos na pobreza.

SECA ATINGE CULTIVO DE SOJA, PRODUTO QUE TURBINA EXPORTAÇÃO

As reduções nos gastos do governo estão se tornando ainda mais dolorosas devido a uma recessão que começou neste ano depois que uma seca arruinou o principal cultivo comercial do país, a soja.

O Fundo projeta que a terceira maior economia da América Latina terá uma retração de 2,8% este ano e 1,7% em 2019. “O crescimento médio para o ano será negativo, especialmente, porque o final deste ano será negativo. Haverá um efeito de carregamento”, disse Cardarelli.

*Reuters

 

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