Em Ação Civil Pública na 24ª Vara Federal de São Paulo, entidade denuncia vícios nas negociações para “fusão” com a Boeing, aponta indícios de fraude e admite recorrer também à justiça norte-americana;

As tratativas entre Boeing e Embraer para consolidar uma fusão é caso de Justiça e poderá, futuramente, se tornar caso de polícia. A Associação Brasileira de Investidores (Abradin) protocolizou nesta quarta-feira (23) uma Ação Civil Pública contra os critérios adotados pela empresa brasileira desde que iniciou os entendimentos com a concorrente norte-americana.

A ação com pedido de liminar que já tramita na 24ª Vara Cível Federal de São Paulo, aciona o judiciário para obrigar a Embraer a convocar uma assembléia extraordinária de acionistas para deliberar sobre uma operação que deveria ser pública e notória, mas que vem sendo tratada com absoluto sigilo para os investidores brasileiros.

Uma outra ação judicial, segundo dirigentes da entidade, poderá ser proposta na justiça dos EUA.

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A entidade que representa os acionistas minoritários afirma que não existe fusão. Eles apontam o fracionamento da Embraer e a entrega de sua parte mais lucrativa para a concorrente norte-americana.  

A Abradin acusa o Conselho de Administração de atropelar a lei de sociedades anônimas (S.A.), ao promover uma cisão da Embraer sem consentimento dos acionistas para passar o setor de divisão comercial, a parte mais lucrativa da empresa para o controle da Boeing. No pacote também estaria o setor estratégico, de tecnologia de satélites e mísseis guiados.  

Também aponta uma série de vícios nas negociações. Segundo a entidade, há fortes indícios de fraudes.

“Os administradores da Embraer não estão atendendo os interesses da empresa, não estão atendendo interesses da empresa, não estão atendendo os interesses dos acionistas. Em prol de que interesses eles estão trabalhando? Não sei. Certamente, são muitos interesses inconfessáveis envolvidos”, destaca o presidente da Abradin, o economista Aurélio Valporto.

 

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