Porto do Açu, suas desapropriações escabrosas e a difícil arte de produzir alimentos em estado de sítio;

Fonte: Youtube

Desde que postei o vídeo mostrando a destruição de cultivos de jiló e maxixe por funcionários do Porto do Açu (São João da Barra-RJ), tenho recebido inúmeras manifestações indignadas com o que as pessoas entendem ser uma ação absurda e despropositada já que as terras em disputa são de propriedade de fato e de direito das famílias que tiveram os seus plantios destruídos.

Pois bem, com certeza o senso de indignação vai aumentar ainda mais com as imagens abaixo que mostram tudo o que era plantado e colhido numa área de meros 0,3 hectares cobertas por solos arenosos e com forte presença salina.

Foto: Marcos Pedlowski

Mas mais importante do que mostrar o resultado da produção, resultado de uma forma altamente adaptada às condições ecológicas existentes no 5º distrito de São João da Barra, é mostrar a face do agricultor Alexandro Alvarenga que cultivava uma porção da propriedade que foi tomada de sua família pelos decretos de expropriação promovidos pelo (des) governador Sérgio Cabral em favor dos interesses do ex-bilionário Eike Batista, e que foi algemado na estranha ação de “reintegração de posse” em favor da Porto do Açu Operações S/A.

É graças ao processo de resistência produtiva que é realizado por Alecsandro e tantos outros agricultores que tiveram suas terras expropriadas que o 5º distrito continua sendo uma espécie de berço agrícola do município de São João da Barra.

E aí eu pergunto, quem está invadindo as terras de quem? E mais importante ainda, qual a fome que deve ser saciada: a de terras do fundo privado transnacional que hoje controla o Porto do Açu ou a nossa?

 

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