Medida de austeridade em São Fidélis-RJ prevê redução de 30% no custo com folha de pagamento; demissão inclui todos os cargos comissionados;

O prefeito de São Fidélis, Norte Fluminense, Amarildo Alcântara (PR), definiu o roteiro para enfrentar a crise financeira. Não vai reajustar impostos e cortar programas sociais. Vai atacar o custo da burocracia.

Numa só tacada ele já exonerou todos os cargos comissionados do governo, incluindo integrantes de primeiro escalão. Pretende renomear apenas os colaboradores nos cargos considerados essenciais para o funcionamento da máquina administrativa e prestação de serviços. A meta, segundo ele, é cortar 30% do gasto com folha de pagamento.

É a segunda tesourada nos cargos comissionados. Ano passado o prefeito reduziu o valor do salário dos assessores em 30%. Por outro lado, o governo está contratando trabalhadores para atuar na limpeza pública.

Esses serviços deixaram de ser terceirizados e passaram a ser executados pela Prefeitura, que apenas aluga os caminhões. O custo da limpeza urbana já reduziu em 60%. “A contratação desses trabalhadores faz o dinheiro circular no comércio e gera fluxo de renda local. Ao mesmo tempo garante a manutenção dos serviços”, disse Alcântara.

São Fidélis está fazendo o dever de casa mirando no caixa para investimentos. O prefeito herdou a administração com dois meses de salários dos contratados atrasados. Eles não tinham recebendo dezembro e o 13°. Os servidores efetivos também não tinham recebido dezembro. Essas dívidas estão zeradas. Assumiu também a folha de pagamento atrasada do Hospital Armando Vidal, administrado por uma associação hospitalar e conveniado com o município. Pagou tudo. Com 40 mil habitantes, a cidade tem um orçamento anual de R$ 90 milhões. Uma realidade bem diferente, por exemplo, da vizinha Campos dos Goytacazes, com orçamento estimado em R$ 2 bilhões para 2018, mas que aumentou impostos, taxa de energia, cortou programas sociais e ainda não pagou o 13º salário dos servidores. Amarildo Alcântara não ganhou o Paraíso para governar. Herdou uma montanha de problemas, só que esqueceu o retrovisor, olhou para frente e continua primando pela responsabilidade fiscal.

 

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