Saúde básica é um nicho que não interessa aos profissionais brasileiros e baixa remuneração no programa é outro obstáculo; Leia mais:

Saúde básica não é um nicho que desperta interesse entre os médicos brasileiros, principalmente para os profissionais jovens, em início de carreira. Fixar residência em regiões de difícil acesso é outro obstáculo que não interessa a esses profissionais, além da remuneração baixa.

Isso talvez explique a existência de 70% de vagas ociosas no programa Mais Médicos. Reportagem da Folha de São Paulo destaca que nos últimos cinco anos o número de vagas no programa cresceu mais de 260%. Foi um salto de 991 vagas para 3.587.

Os médicos cubanos entraram para preencher esta lacuna. Atuavam na saúde preventiva, uma das especialidades da medicina em Cuba e responsável pela redução da mortalidade no país socialista.

Médicos cubanos sendo homenageados na Câmara de Vereadores de Conceição de Macabu (RJ, no Norte Fluminense, ao se despedirem para retornar ao país de origem | Foto: Divulgação

SINAIS DE CRISE NA SAÚDE BÁSICA

A saída dos médicos cubanos no Mais Médicos, após o incidente diplomático entre o governo cubanos e o presidente eleito Jair Bolsonaro é um prenúncio de crise no atendimento da saúde básica.

Os médicos cubanos bateram em retirada após seguidas declarações virulentas do presidente eleito contra a presença desses profissionais no país.

*Agência VIU!

 

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