Operações de combate a corrupção no Estado do Rio caminham para chegar às prefeituras citadas em delação de ex-diretor da Odebrecht; Leia mais:

A Operação Lava Jato no Estado do Rio não deverá ficar restrita ao governo fluminense e Assembleia Legislativa (Alerj). Caminhará também com destino aos municípios citados em delações envolvendo a Odebrechet Ambiental. Na cidade de Macaé dois advogados estão citados no suposto esquema de recebimento de propina. Um deles ainda é procurador do município.

ENTENDA O CASO

Em 2017, o delator Renato Medeiros, que foi diretor regional da Odebrecht, afirmou no termo de delação premiada que a empresa deu dinheiro para campanhas eleitorais em cidades interior do estado do Rio de Janeiro.

Em troca, a Odebrecht recebeu apoio para a privatização do sistema de saneamento de alguns municípios, como foi o caso de Macaé.

Nesta cidade do Norte Fluminense, o delator diz que a empresa entregou propina a pedido dos advogados Marcos André Riscado de Brito, o Batata, que na época ocupava a função de controlador do município, e do procurador Jean Vieira de Lima.

O delator mencionou “repasses de R$ 500 mil”. Segundo a delação, “os pagamentos identificados na planilha pelo codinome “Baleia” foram feitos em cinco parcelas: quatro pagamentos de R$ 90 mil e um de R$ 180 mil”. Batata atualmente é Controlador-Geral no município de São João da Barra.

OUTRAS CIDADES NA LISTA DA PROPINA

Em Itaboraí, segundo o delator, a tentativa de concessão do serviço não deu certo, mas a empresa chegou a dar dinheiro ao deputado federal Eduardo Cunha, preso em Curitiba, em busca de uma negociação.

Em Rio das Ostras, o delator Renato Medeiros afirma que a empreiteira conseguiu fechar um contrato depois de dar dinheiro ao partido do então prefeito Alcebíades Sabino, na época filiado ao PSC.

*Agência VIU!

 

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