Disque Denúncia oferece R$ 5 mil por informações de assassinos que abandonaram o corpo no Jacarezinho;

O serviço Disque Denúncia oferece uma recompensa de R$ 5 mil para quem der informações que identifiquem os envolvidos na morte do delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Fábio Monteiro, cujo corpo foi encontrado, na tarde desta sexta-feira (12), dentro do porta-malas de um carro na região do Complexo de Favelas do Jacarezinho, zona norte da cidade.

Delegado Fábio Monteiro: Foto: Facebook

O aviso da recompensa está no cartaz divulgado pelo Portal dos Procurados do Disque Denúncia que tem como título “Quem Matou?”. As informações sobre a localização de envolvidos podem ser encaminhadas para o Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados (21) 98849-6099; pela Central de Atendimento do Disque Denúncia (21) 2253-1177; por meio do Facebook/(inbox), https://www.facebook.com/procurados.org/; ou pelo aplicativo Disque Denúncia RJ.

A Polícia Civil também publicou no Twitter um post para incentivar informações sobre envolvidos na morte do delegado com o aviso da recompensa oferecida pelo Disque Denúncia de R$ 5 mil.

ENTENDA O CASO

De acordo com o Portal dos Procurados, o corpo de Fábio Monteiro estava em um Chevrolet Cobalt preto com marcas de tiros, na Avenida Dom Helder Câmara, próximo à Favela do Arará, também na comunidade na zona norte do Rio. Ainda segundo o Portal, o corpo do delegado foi localizado após pessoas que passavam pelo local revelarem que tinham visto quando homens abandonaram o carro e correram em direção às favelas do Arará e do Jacarezinho.

Monteiro, além de delegado, atuava como professor de Direito Processual Penal e trabalhava na Central de Garantias, na Cidade da Polícia, no Jacarezinho, e deixou mulher e dois filhos. Em seu perfil no Twitter, a Polícia Civil lamentou a morte do policial. “Com profunda tristeza, comunicamos a morte do delegado Fábio Monteiro, lotado na Central de Garantias, na Cidade da Polícia, vítima de criminosos nesta sexta-feira (12). A #DH investiga o caso. A @PCERJ está de luto pela perda do nosso companheiro”. A mensagem está acompanhada de uma foto com um laço preto simbolizando o luto.

Moradores da região informam, por meio de redes sociais, que ocorreram tiroteios na comunidade. Imagens de televisão mostraram que muitos passageiros que estavam na Estação do Jacarezinho foram obrigados a ficar deitados no chão para evitar que fossem atingidos pelos tiros.

Por causa dos tiros, a Supervia, concessionária que administra o sistema de trens na cidade. teve que interromper, às 16h20, as partidas da Central do Brasil para Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Segundo a Supervia, desde as 16h, o Centro de Controle Operacional da concessionária já orientava os trens a aguardar, em plataforma, a ordem de circulação.

Policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (DH-Capital) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foram para a comunidade para tentar localizar os autores do crime. Durante a tarde desta quinta-feira (12), após intenso tiroteio, várias pessoas foram levadas para a Cidade da Polícia, instalada também no Jacarezinho, para serem interrogadas pelos agentes da Polícia Civil.

Em agosto do ano passado, a morte do policial Bruno Guimarães Buhler, de 36 anos no dia 11, gerou uma série de conflitos no Jacarezinho entre policiais e traficantes do local. A partir daquela data a Polícia Civil começou a fazer operações diárias na busca dos criminosos envolvidos na morte do agente.

Os conflitos, que se refletiram também na comunidade vizinha de Manguinhos, fizeram vítimas entre os moradores. Além disso, muitos deles tiveram que fazer estoques de alimentos porque não tinham condições de ir aos mercados. Alunos também ficaram sem aulas.

*Agência VIU! com EBC

 

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