Polícia mapeia uma das rotas de entrada das armas que abastecem traficantes e milicianos do Rio de Janeiro; Leia mais:

O estado de Moto Grosso do Sul é a porta de entrada de armas e munições destinadas ao abastecimento das facções criminosas que atuam no Rio de Janeiro. O material é trazido do Paraguai.

Este mercado lucrativo atrai ex-integrantes do Exército, demonstrando que os membros das Forças Armadas não estão imunes a sedução exercida pelo crime organizado.

São conclusões extraídas do resultado de uma operação conjunta realizada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, e Polícia Rodoviária Federal (PRF), nesta segunda-feira (03).

O objetivo da operação foi desmantelar uma quadrilha com atuação no tráfico de armas e munições. A Justiça expediu 20 mandados de prisão e os agentes cumpriram 11, sendo 14 no Rio de Janeiro e seis em Mato Grosso do Sul.

Entre os presos está Roger dos Santos Macedo, apontado como um dos líderes da quadrilha. Ele e mais três integrantes do grupo serviram na Brigada de Infantaria de Paraquedista do Rio. Formaram um grupo de milicianos depois que deram baixa do Exército. Outros dois integrantes são ex-policiais militares.

O QUE AS INVESTIGAÇÕES REVELAM

A polícia monitora o grupo há um ano, período em que desvendaram a conexão Paraguai, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro no contrabando de armas.

Só este ano, foram apreendidas 35 mil munições de fuzis e pistolas em quatro operações nas rodovias federais. Segundo a polícia, o arsenal era distribuído para o tráfico de drogas e também por grupos de milicianos que dominam algumas regiões do Rio, principalmente na zona oeste.

POLÍCIA ESPERA PRENDER OUTROS INTEGRANTES

Para o delegado titular da Desarme, Fabrício de Oliveira, as apreensões realizadas nesta etapa da operação permitirá que as investigações evoluam para prender outros integrantes do crime organizado.

“As investigações identificaram cerca de 20 integrantes de uma grande organização criminosa que atua em diversos estados da Federação e foi responsável pelo envio de milhares de munições e centenas de armas de fogo de Mato Grosso do Sul para o Rio de Janeiro nos últimos meses”, disse.

O inquérito encontrou ligações desse grupo com a grande quantidade de armas e munições apreendidas em Itaguaí, Seropédica e Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro.

Na operação foram empregados 100 agentes da Polícia Civil e 50 da Polícia Rodoviária Federal, no Rio de Janeiro, além de 30 policiais civis e 30 da PRF em Mato Grosso do Sul.

*Agência VIU!

 

Comentários

comentários