Saiba o que as pesquisas realmente falam sobre essas substâncias usadas para substituir o açúcar;

Muito se fala sobre os malefícios dos edulcorantes artificiais (adoçantes), com argumentos convincentes e citações. No entanto, quando buscamos fontes fidedignas e científicas de fato sobre o assunto, os dados que comprovem os tais malefícios são escassos, senão ausentes.

O caso mais divulgado versa sobre o adoçante Aspartame. Um “artigo científico” circula na web desde 2009 (e ganhou várias atualizações) escrito pela suposta Dra. Mancy Arckle e traz dentre outras as seguintes informações:

“o álcool contido no Aspartame, quando aquecido a mais de 30 graus se torna fomaldeído e ác. formico e suas toxicidades causariam esclerose múltipla.” E mais recentemente foram adicionadas ao “artigo” novas patologias como o mal de Alzheimer e câncer.

A denúncia sobre o mal de Alzheimer é falsa e ao buscar em todas as bases de dados científicos (disponíveis) na web não encontrei nem vestígios dessa Dra. Mancy Arckle ou de artigo algum, a não ser nos sites que propagam essas lendas urbanas.

Desde 2015 o FDA (ANVISA nos EUA) rechaçou qualquer dos dados apresentados e esclareceu que não há absolutamente nada de verídico nas informações passadas nesses “artigos”. Obviamente há recomendações de ingestão diária de edulcorantes artificias, como há para vitaminas, etc.

Seria possível escrever o dia inteiro sobre o tema. Todas as substâncias autorizadas para uso humano passam por testes exaustivos durante anos a fio, em modelos animais e finalmente humanos. Para só após, terem seu consumo liberado para a população em geral. Muito difícil acreditar que o FDA americano, o BFR na Alemanha, a OMS (Organização Mundial de Saúde) e a nossa ANVISA, dentre outros, após incessantes estudos e pesquisas, aprovaram uma substância tão danosa à saúde humana. Portanto, cautela ao disseminar informações de fontes duvidosas! Pior (e muito pior) são profissionais de saúde divulgando tais inverdades.

SAIBA MAIS SOBRE O ASPARTAME

O Aspartame foi criado em 1974 pela Searle e só em 1995 o FDA autorizou seu uso como aditivo em alimentos. Uma grama de Aspartame fornece as mesmas 4 kcal/ g que o açúcar, mas adoça 180 vezes mais.

Temos pouquíssimos artigos citando alguns malefícios do uso de Aspartame sim, mas em modelo murino (camundongos) e os animais ingeriram doses absurdas do adoçante. O equivalente a um homem de 80 kg beber 2000 latas de refrigerante diet (com Aspartame) por dia em meses. O FDA sugere que o limite seja 50 mg por Kg de peso corporal…

Para finalizar, em 2002 foi publicada uma extensa revisão científica no Regulatory Toxicology and Pharmacology com título: “Aspartame: Review of Safety”, ou Revisão de Segurança sobre Aspartame, que concluiu sobre a segurança do seu uso. E no maior acervo científico disponível, o U.S. National Library of Medicine’s MEDLINE, há mais de 700 artigos comprovando a sua inocuidade, se usado sem exageros de grande monta. e, nenhum artigo que ateste seus danos à saúde.

Portanto, bom senso e consumo dentro das recomendações. Quanto ao açúcar, este sim segue sendo um grande vilão.

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