Algumas dessas substâncias podem trazer riscos a sua saúde; Saiba mais;

Mais uma vez sugiro cautela com o uso de chás. O apelo natural e “saudável” do seu consumo regular faz com que as pessoas entendam a substância como algo sempre benéfico e na pior das hipóteses inócuo, o que está longe da verdade.

Toda infusão vegetal (aquecer a água para extrair princípios ativos das plantas) apresenta centenas de substâncias em sua composição, sendo que algumas as pessoas buscam de fato ingerir.

No entanto, há inúmeras outras que podem trazer efeitos indesejados. O pior é que vemos casos de pessoas ingerindo o macerado da planta, acreditando que assim o efeito “é mais forte”. Tenho pacientes que trituravam folhas de boldo para “proteger o fígado”, o que é uma temeridade.

Já que entrei na seara no boldo-do-chile, gostaria de ressaltar que o boldo que temos em nossos quintais não é boldo-do-chile, que na verdade é uma árvore que chega a 15 metros de altura. O boldo-do-chile é nativo do Chile (!) e a sua cultura só prospera naquelas condições climáticas: trata-se, portanto, do peumus boldus molina. No Brasil outras plantas também são chamadas de boldo, como, por exemplo, o plectranthus barbatus (boldo-da-terra), e plectranthus ornatus (boldo-miúdo), e o boldo-baiano (Vernonia condensata), que não devem ser consumidas, devido a possíveis efeitos tóxicos e ausência de estudos sobre a sua composição e efeitos no organismo dos mamíferos. Enfim, mesmo com o boldo do Chile, temos contraindicações, como obstrução das vias biliares e tireoidites. Portanto, cautela, principalmente com crianças e idosos. Indo além, plantas desconhecidas não devem nunca ser consumidas, sob risco de graves efeitos colaterais.

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