Pólo Gastronômico prepara festival com petiscos, cervejas variadas e drinks na Praia dos Cavaleiros, o melhor reduto da badalação macaense;

O Polo Gastronômico Praia dos Cavaleiros anuncia os pratos da terceira edição do festival de comida de boteco, o Butecando na Orla, que acontece nos dias 04, 05 e 06 de Outubro, no fim de semana das eleições. O evento está programado para quinta-feira (4) e sexta-feira (5), a partir das 18h, e sábado, às 16h.

Serão 18 pratos com valor entre R$ 15 e R$ 20. Este ano, além dos associados, participa como convidado o Boteco Cafundó. Haverá a votação do público sobre os cinco melhores pratos do festival. No ano passado os vencedores foram Picanha do Zé, Parada do Chopp, São João, Cafundó e Polo Macahe Antiga.

Para harmonizar com todas essas delícias, o público terá estilos de cervejas comuns, artesanais, cachaçarias, gin e drinks. O Bar da Baden Baden estará junto ao Bar do Polo Gastronômico com cervejas tradicionais longnecks, água e refri. O Bar de  GIN – Amázonni levará as novidades em drinks. A Cachaçaria Sete Engenhos é presença confirmada. E nas torneiras das artesanais estarão as cervejarias Roter, Alus Brewing, Villa Alemã e  Macahé Craft Beer.

Nesta edição, haverá a participação da  Feirinha da Serra no sábado a partir das 8h com os expositores da Feira Caipira da Serra que acontece às sextas-feiras na praça Gê Sardenberg, onde fica a antiga Câmara de Vereadores de Macaé. A Feirinha passa a integrar a programação juntamente com a Feira de Artesanato e a área Kids.

Para o presidente Vitor Neves, os festivais do Polo Gastronômico são oportunidades que unem as famílias macaenses e os turistas para conhecer a cultura e a diversidade da gastronomia de Macaé, contribuindo para o desenvolvimento social e econômico da cidade.

COMIDA DI BUTECO

O termo Boteco provém da abreviação de botequim. Além de serem caracterizados por venderem diversos produtos, os botecos passaram também a ser um ponto de encontro entre os fregueses. Já no início do século XX, os proprietários passaram a oferecer aperitivos e bebidas aos clientes, como forma de agrado. No Brasil a origem do bar está diretamente associada à abertura dos armazéns portugueses, no Rio de Janeiro do século XIX.

Foram em bairros como Saúde, Gamboa e Santo Cristo, no Rio de Janeiro, que tiveram uma grande concentração de “boticas”, pequenos armazéns de secos e molhados em que se encontrava de tudo. Os cariocas costumavam passar pelas “botiquinhas” para completar as compras que faziam nas feiras, e aproveitavam para degustar alguns quitutes, acompanhados de um vinho. Sem ser restaurantes, essas casas, uma mistura de armazém e bar, criaram um estilo que sobrevive em todo o país, com alguns exemplares autênticos remanescentes dos velhos tempos.

PÚBLICO FEMININO

Vistos como um espaço de socialização e entretenimento, os botecos passaram a ser frequentados pelo público masculino, deixando aos poucos de ser um local apenas para compras rápidas. Posteriormente, passaram também a receber as mulheres.

E assim como a França é conhecida por seus cafés, a Inglaterra por seus pubs e a Itália por suas cantinas, o Brasil tornou-se conhecido por seus botecos, locais que ficaram tradicionalmente conhecidos pelo encontro entre “boêmios”, onde se procura uma boa bebida, petiscos baratos e uma boa conversa sem compromisso. Da mesma forma que o samba e o futebol os botecos tornaram-se fortes instituições e/ou paixões nacionais do brasileiro.

São redutos que não se entregam a modismos, mas também nunca saem de moda.  Além das bebidas e petiscos, outra grande característica da identidade dos botequins é o happy hour, programa quase obrigatório daqueles que depois de um dia estressante de trabalho se reúnem para contar boas histórias e relaxar, apoiando-se num bom copo de cerveja.

 

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