Livro que retrata tragédia pessoal de Marcelo Ruben Paiva serve como metáfora para ilustrar o drama de uma parcela de brasileiros que estará de luto a partir deste primeiro dia de 2019;

Publicado originalmente em 1982, este livro é um relato do acidente que deixou Marcelo Ruben Paiva tetraplégico, poucos dias antes do Natal de 1979. Jovem paulista de classe média alta, vida boa, muitas namoradas, ele vê sua vida se transformar num pesadelo em questão de segundos.

Durante um passeio com um grupo de amigos, Marcelo resolve dar um mergulho no lago. Meio metro de profundidade. Uma vértebra quebrada. O corpo não responde. Começa ali, naquele mergulho, a história de ‘Feliz Ano Velho’. Apesar do tema trágico, ‘Feliz Ano Velho’ tem momentos de humor, ternura e erotismo. Marcelo se encarrega de colocar em palavras a relação de amor e respeito à mãe, o carinho das irmãs, a camaradagem e o encorajamento da turma, as festas e fantasias sexuais.

Filme: Feliz Ano Velho | Youtube

FELIZ ANO VELHO retrata um acidente pessoal, mas pode também ser visto como a metáfora de um país que assassinou seu pai, Ruben Paiva (na época deputado), morto pela ditadura militar.

Pois bem, nesta segunda-feira (1º) muita gente, muitos brasileiros vão estar de luto e eu me incluo nesse lote, pois não aceito a eleição e muito menos a posse de Jair Bolsonaro, comprovadamente eleito por fraude, com dinheiro sujo, caixa 2 e outras irregularidades, que o STF e TSE velhos e comprometidos/acovardados não quiseram enxergar.

Escrito com sentido de urgência, o livro relata as mudanças irreversíveis na vida do garoto a partir do acidente. Ele é transferido de um hospital a outro, enfrenta médicos reticentes, luta para conquistar pequenas reações do corpo. Aos poucos, se dá conta de sua nova realidade, irreversível. E entende que é preciso lutar. O texto expressa a irreverência e a determinação da juventude, mesmo na adversidade, e a compreensão precoce “de que o futuro é uma quantidade infinita de incertezas.

Estou em modo irreverência, pois preciso acreditar no meu país cheio de incertezas e planos obscuros por parte do governante sem superego: FELIZ ANO VELHO! Ficaram para trás as esperanças. Ficou consolidado um golpe e atrás e dentro dele outro golpe e assim sucessivamente. Quebrou-se a coluna vertebral do Brasil, a democracia. LUTO!

 

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