Conheça a mulher que buscava parceiros em sites de relacionamentos para depois envenená-los;

Um tribunal japonês sentenciou à pena de morte uma mulher, a “viúva negra”, que se encontrava com homens ricos e saudáveis através de agências de relacionamento e os envenenava com cianeto.

Ela guardava o veneno em um vaso de plantas e confessou ter matado o seu marido por ele ter gastado “milhões de ienes” com outras mulheres.

Chisako Kakehi, de 70 anos, foi condenada à pena de morte pelo assassinato de três homens, incluindo o seu marido, e por ter tentado matar mais um. Os homens tinham mais de 70 anos, disse o Tribunal do distrito de Kyoto na terça-feira (7), citado pela mídia local. “A acusada obrigava as vítimas a beber cianeto com intenção de matar em todos os quatro casos”, o juiz Ayako Nakagawa disse ao tribunal.

Kakehi, também conhecida como “Mulher Veneno”, matou suas vítimas somente depois de ter certeza que ganharia dinheiro. Ela escolhia os seus parceiros em agências de relacionamento, mas não era qualquer homem que a interessava: a renda anual do pretendente deveria ser maior do que 10 milhões de ienes (R$ 285 mil).

No mínimo, a japonesa se casou ou namorou 10 homens, o que a fez lucrar por volta de um bilhão de ienes (mais de 28 milhões de reais). Quanto mais dinheiro uma “viúva negra” consegue, mais rápido ela o gasta. Não seria diferente com a japonesa, que se encheu de dívidas.

ENTENDA COMO ELA AGIA

A assassina em série guardava uma quantidade de cianeto em um pote de plantas que depois jogou fora, de acordo com os procuradores. Ela seduzia as suas vítimas a beber o veneno, dizendo-lhes que se tratava de um coquetel saudável. Kakehi foi presa em novembro de 2014 e acusada de matar o seu quarto marido em dezembro de 2013. Depois, a investigação acusou-a da morte de outros dois homens.

A mulher mais tarde admitiu ter assassinado seu marido em 2013. “Matei […] porque ele deu para outras mulheres dezenas de milhões de ienes, não me deu nenhum centavo”, disse ela no tribunal, como relatou a AFP, citada pela Jiji Press. Ela se diz pronta para ser enforcada. “Mesmo que eu seja executada amanhã, morrerei sorrindo”, disse a japonesa aos juízes.

Os advogados de Kakehi declaram que ela não pode ser julgada, pois a cliente desenvolveu uma demência na hora de assassinar os homens. Contudo, os argumentos foram rejeitados pelo tribunal.

*Agência Sputnik News

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