Com o fim da bolha das commodities, Campos-RJ e Macaé-RJ perderam mais de 31 mil vagas no mercado de trabalho;

Leio na imprensa especializada que podemos estar presenciando o reinício de um processo de retomada no ritmo de contratações no setor petrolífero do norte fluminense.  Entretanto, os números da RAIS e do CAGED do Ministério do Trabalho relativos a 2016 e 2017 dão conta de uma perda de vagas em Campos-RJ e Macaé-RJ superando 31 mil colocações formais nas duas mais importantes cidades do norte fluminense.

As duas cidades, com um grande número de prédios, casas e apartamentos ociosos e inabitados mais parecem localidades fantasmas, onde a ideia de prosperidade oriunda da última “bolha” de commodities e da chegada do Porto do Açu tornou-se coisa do passado. Mas o capitalismo é cíclico e se supera.

Novas contratações surgem pagando menores salários.  Matéria do jornal Valor Econômico confirma que o setor industrial pratica corte de até 80% dos salários nominais dos novos contratados. São tempos de incremento na qualificação média da força de trabalho brasileira e maior produtividade, embora com renda real decrescente.

O nível de exigência cresce. Daí vale a dica de Walter Isaacson – biógrafo do pintor genial Leonardo da Vinci, para quem a criatividade chega para quem é incansavelmente curioso, ou conserva a capacidade de se maravilhar como as crianças, ou trabalha em conjunto (pois o novo surge no coletivo e na multidão), distrai-se curtindo arte, literatura, cinema e alimenta suas fantasias, mas sempre respeita os fatos e as evidências do mundo concreto e real.

Os seres humanos precisam ter ideias, sem ideias não dá para ir a lugar algum. No Brasil, neste instante de crise estamos com as vísceras à mostra. E isso é uma oportunidade de vermos a podridão do esquema político/empresarial que foi montado por nossa elite usando a boa fé não só a classe média, como do povão e retirando a possibilidade de levarmos a vida de modo reflexivo.

Segundo a revista FORBES, no capitalismo rentista do tempo presente 20 empresas dominam o mercado brasileiro unindo capital industrial e bancário. Daí o desafio.

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