Equipamento utilizado por ex-governador apresenta alarme falso; MP investiga superfaturamento na compra do material;

Da redação

É desesperadora a situação do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho. Em prisão domiciliar desde quarta-feira (13), em sua casa, no bairro da Lapa, na cidade de Campos dos Goytacazes, por muito pouco um alarme falso da tornozeleira eletrônica não complica a situação jurídica.

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do Rio, que já é investigada por superfaturamento na compra do equipamento, informou ao juízo da 100ª Zona Eleitoral uma suposta violação da prisão domiciliar. O GPS da tornozeleira indicou a presença do réu em uma vila próxima a residência.

Ainda nesta quinta-feira (21) a secretaria informou que foi alarme falso. O equipamento, na verdade, apresentou problemas técnicos.

VÍDEO:

Fonte: Canal VIU! – youtube.com/canalviu

A falha foi observada pela ex-governadora Rosinha Garotinho, que chegou a tentar acionar os números de telefones disponibilizados para emergências. Todos os contatos falharam. Por precaução, Rosinha mandou filmar os procedimentos e chegou a fazer um live no Facebook para denunciar o defeito. Para falar no Facebook, buscou auxílio na casa de uma vizinha, porque a justiça proibiu equipamentos eletrônicos em sua residência.

Garotinho foi condenado em primeira instância por compra de votos na eleição do ano passado e agora aguarda o julgamento de um habeas corpus no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

FRAUDES E SUPERFATURAMENTO

Além da falha técnica, as tornozeleiras eletrônicas utilizadas no Estado do Rio de Janeiro são alvos de denúncias. De acordo com investigação do Ministério Público do Estado, fraudes na licitação e desvios em contratos nesses serviços deram prejuízo de mais de R$ 12 milhões aos cofres públicos estaduais nos últimos anos.

As irregularidades se deram na Secretaria de Administração Penitenciária do Estado (Seap), o que gerou uma operação policia contra a pasta em janeiro deste ano. Na ocasião a polícia cumpriu oito mandados de busca e apreensão e cinco pessoas foram acusadas de fraude e peculato no esquema.

As investigações apontaram que cerca de R$ 1,4 milhão foi repassado sem contrato a um consórcio de empresas, com a ajuda dos cinco investigados. Dos envolvidos no esquema, quatro trabalhavam na Seap, entre eles o ex-subsecretário adjunto de infraestrutura Sérgio do Monte Patrizzi, que é coronel da Polícia Militar reformado, e foi preso durante a ação de busca e apreensão.

*Agência VIU!

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