“A luta é intensa: os de cima só pensam nas contrarreformas e os de baixo não se organizam”;

Ideologia é uma mediação entre os sujeitos e a realidade, um filtro de significantes que solda e dá sentido à falsa existência de um fenômeno, uma realidade, mantendo a aparência de normalidade de algo não natural, mas construído socialmente. No tempo presente de grandes decepções vivemos a luta intensa, onde os de cima só pensam nas contrarreformas previdenciárias e tributárias, enquanto os de baixo ainda não possuem capacidade de organização e mobilização suficientes para equilibrar o jogo político.

CONTRATO SOCIAL

Nas páginas amarelas da revista de maior circulação da terra da jabuticaba, o economista liberal e prêmio Nobel, Angus Deaton (foto) – discípulo do indiano Amartya Sen – afirma que a lista que faz a vida valer a pena inclui algum dinheiro, mas também muitas outras coisas como saúde, educação, participação na sociedade, amizades e, enfim, tudo aquilo que faça alguém sair da cama pela manhã e amar a vida.

Na mesma entrevista destacou que o desenvolvimento econômico (trabalho digno, moradia adequada, ambiente natural protegido, segurança pública) exige um contrato social entre governo e população, o que se dá por meio da cobrança de impostos e dos gastos públicos.

De modo tal que países/região/municípios financiados com transferências externas (seria o caso dos petrorrentistas do norte?) tem políticos com baixo incentivo para prestar atenção às reivindicações populares. Ou seja, como os recursos são limitados, uma questão básica é sempre entender de onde vem o dinheiro/riqueza, quem paga e gera por ele/ela e quem, de fato, se beneficia.

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