Balanço da instituição registra aumento de inadimplência no primeiro semestre;

Da redação

Em balanço financeiro divulgado nesta quinta-feira (9), o Banco do Brasil informou que a taxa de inadimplência com a carteira de crédito aumento no primeiro semestre deste ano. O índice saiu de 3,89% do final de março para 4,11%, acima da média do sistema financeiro nacional, que caiu de 3,9% para 3,7% no período.

Fechando o primeiro semestre com um lucro liquido de lucro líquido ajustado de R$ 5,2 bilhões, a instituição trabalha com a expectativa de fechar o ano com um lucro líquido ajustado entre R$ 9,5 bilhões e R$ 12,5 bilhões.

O banco atribuiu parte da inadimplência ao pedido de recuperação judicial de um grande cliente feito no ano passado. Desconsiderando essa situação, o percentual de não pagamento para o Banco do Brasil estaria em 3,7%.

DESEMPENHO NO 1º SEMESTRE

Carteira de crédito – R$ 174 bilhões

*Crédito consignado – 36,9%

*Financiamento imobiliário –  24,7%

PESSOA JÚRICA

Carteira de crédito – R$ 277,2 bilhões

AGRONEGÓCIO

Carteira de crédito –  R$ 188,2 bilhões

POLÍTICA DE CRÉDITO NA CRISE

Mesmo esse número, entretanto, significa um aumento em comparação com os 3,47% (desconsiderados os casos específicos) registrados no fim de março. O presidente da instituição, Paulo Caffarelli, justificou a situação em razão da política do BB, de manter a oferta de crédito, mesmo durante a crise, diferente do feito por outros bancos, que pararam de emprestar.

Com isso, de acordo com Caffareli, o BB acabou sofrendo os impactos da conjuntura econômica.

“As crises passadas duraram menos do que cinco trimestres. Aqui, já passaram de 20. Nas crises passadas você teve menos de 400 empresas que recorreram à recuperação judicial. Nesta crise já passou de 4 mil empresas.

É um ponto que tem que ser muito bem considerado. Nós não estamos lidando com uma crise como as passadas”, destacou ao falar da persistência da alta da inadimplência.

Caffarelli disse que o perfil da carteira de clientes da instituição também se reflete nos resultados.

“Nós temos um volume grande de micro e pequenas empresas que foram menos resilientes a toda essa crise. É notório que um banco com o perfil do Banco Brasil, que tem uma carteira muito alta de micro e pequenas empresas, sofra mais do que os demais”, acrescentou.

Para os próximos meses, no entanto, o banco projeta um cenário mais favorável. “A gente espera para o segundo semestre de 2017 uma estabilidade. Com relação à inflação, a gente não tem nenhuma perspectiva de que vai ter um pico”, disse.

*Agência VIU!

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